Governo não pode fazer nada por empresas de Eike Batista, diz Lobão

Ministro de Minas e Energia espera que mercado possa dar solução para problemas enfrentados pelo empresário 

16 de julho de 2013 | 18h18

BRASÍLIA - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse nesta terça-feira, 16, esperar que o próprio mercado possa dar uma solução para os problemas enfrentados pelas empresas do "Grupo X" do empresário Eike Batista.

"O grupo está tentando encontrar caminhos e soluções. O governo não pode fazer nada por enquanto", disse o ministro, ao chegar para a cerimônia do Prêmio Abradee 2013, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.

Segundo ele, caso a OGX não consiga pagar os lances dados no leilão de petróleo nos blocos onde foi vencedora, a empresa poderá ser punida e ainda deverá devolver as áreas. "Toda empresa que participa de um leilão precisa cumprir com a sua parte", disse.

Eletrobrás. Lobão confirmou que irá se encontrar com funcionários da Eletrobras nesta semana para ouvir as reivindicações dos trabalhadores, mas já adiantou que o governo não está de acordo com os pedidos e nem tem uma contraproposta. "Este ano a Eletrobrás não está em condições de garantir benefícios maiores do que os já oferecidos", disse.

O ministro comentou ainda que a sua Pasta e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ainda não chegaram a uma conclusão sobre os critérios que serão usados pelo governo na renovação das concessões de distribuição. O presidente da Associação Brasileira dos Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Nelson Leite, reclamou ontem que a demora nessa definição tem prejudicado os investimentos das companhias cujos contratos vencem nos anos de 2015 e 2016. Segundo Leite, essas empresas não estão conseguindo renovar ou contratar novos financiamentos.

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