Governo não pode subir impostos para cumprir superávit, diz Abinee

Ao tomar conhecimento de que o Ministério da Fazenda elevou a meta de superávit primário de 3,75% para 4,25% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2003, o presidente de Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Carlos de Paiva Lopes, disse que não pode haver aumento de impostos. "Sobre isso só posso afirmar que não há nenhum espaço para que se elevem os tributos. O governo terá que cortar despesas", afirmou ele ao deixar o escritório do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em São Paulo, onde se reuniu com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Furlan. "E vamos deixar bem claro a separação do que é investimento e despesa. Investimento não é despesa", disse. Segundo Paiva Lopes, seu encontro com o ministro Furlan foi baseado na apresentação de números das empresas ligadas a Abinee. "O ministro reiterou que manterá uma atenção especial para o setor de componentes eletroeletrônicos e de química fina, que são os maiores déficits comerciais brasileiros", afirmou. "Só pedi que cada vez que o nosso setor tiver um problema específico sejamos chamados pelo ministro a colaborar na solução.?Veja o índice de notícias sobre o Governo Lula-Os primeiros 100 dias e a área econômica

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