Governo não salvará, nem dará um tostão à Parmalat

O ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, disse hoje que o governo já tomou uma série de medidas para proteger os pequenos produtores e o setor do leite, mas não tem intenção de salvar a Parmalat. Já o presidente do BNDES, Carlos Lessa, afirmou que o banco está preparado para apoiar a reestruturação do setor, mas que "não dará um tostão à Parmalat". De acordo com ele, cabe ao Banco do Brasil dar financiamentos emergenciais e isso já está sendo feito. Os dois participaram hoje de uma reunião com sindicalistas na sede do banco, no Rio de Janeiro.Apresentado por Berzoini como o representante do Ministério do Trabalho encarregado de discutir o caso da empresa, o economista Paul Singer disse que a estrutura da Parmalat no Brasil "pode se salvar e os empregos podem ser preservados". Ele disse que um dos grandes problemas na crise foi a dificuldade de a Parmalat no Brasil se financiar e isso foi superado na semana passada quando a Justiça determinou a intervenção na empresa. Entre outras possibilidades, disse, "há uma proposta de transformar a Parmalat em uma grande cooperativa", disse. Qualquer decisão nesse sentido, porém, "vai demorar", afirmou.

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