Governo não vai mexer no superávit primário em 2005

O ministro do Planejamento, Guido Mantega, anunciou na noite desta quinta-feira, após reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 10 ministros para discutir o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2005, que o governo manterá o superávit primário de 4,25% do PIB em 2005. A idéia de incluir o mecanismo de superávit anticíclico (de acordo com o crescimento do PIB) foi descartada. Segundo ele, a meta de crescimento previsto para o ano que vem é de 4% para o PIB, 4,5% em 2006 e 5% em 2007. O projeto da LDO-2005 será entregue nesta sexta-feira ao Congresso.O ministro disse que a prioridade da lei, que servirá de base para o orçamento da União no ano que vem, é o suporte a projetos que garantam o crescimento sustentável. Para Mantega, só com a estabilidade fiscal será possível reduzir juros, reduzir o risco Brasil e garantir os investimentos necessários para o crescimento. "É uma clara indicação do governo de que a dívida continuará sustentável. Não haverá vacilo do governo em relação à sustentabilidade da dívida", afirmou. Ele reafirmou que já há indícios da retomada da economia com aumento nas demandas de papel para embalagem, de aço e de veículos, além de indicadores de crescimento na indústria paulista. "O crescimento da economia já está em curso e já verificamos até crescimento na renda da população." Mantega disse que no projeto da LDO haverá um anexo com os projetos prioritários do governo. O programa bolsa família receberá R$ 1,6 bilhão a mais do que neste ano, e deverá elevar de 4,5 milhões para 8,5 milhões o número de famílias beneficiadas. Na reforma agrária, será repetida a meta deste ano de atender 115 mil famílias.O ministro do Planejamento informou que o governo tem como metas para a taxa Selic 13% em dezembro de 2004; 11,7% no final de 2005; 10% em dezembro de 2006; e 8% em dezembro de 2007. O ministro ressalvou que esta é apenas uma meta e que não pode ser determinada pelo governo, já que a a definição depende das condições de mercado. Sobre a meta de inflação prevista para o ano que vem, de 4,5%, Mantega informou que ela será discutida na reunião do Conselho Monetário Nacional.

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