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Governo não vê razão para nervosismo no mercado

O governo federal acredita que não há razão para o nervosismo no mercado financeiro nesta quinta-feira, quando o risco país bateu em 1.595 pontos base, o segundo maior do mundo - ultrapassando a Nigéria, atrás apenas ao da Argentina. O ministro-chefe da Casa Civil, Pedro Parente, afirmou que "os fundamentos (da economia) do País estão em ordem, o quadro político é de normalidade, e o Banco Central está atuando. Então, não há razão para esse nervosismo". Ele disse que não vê motivos para o aumento do chamado risco-Brasil: "São coisas do mercado, mas nós não podemos perder a serenidade." O ministro das Relações Exteriores, Celso Lafer, criticou as análises de risco econômico feitas em relação ao Brasil. Para o ministro, os cálculos de risco têm um componente subjetivo. Segundo Lafer, há uma mistura de dados objetivos, de matemática financeira e de astrologia. Lafer afirmou que não há motivos para essa inquietação do mercado, porque a economia caminha com base em fundamentos sólidos. Segundo ele, essa turbulência é parte das preocupações dos investidores e dos parceiros do Brasil com a alternância de poder. Lafer argumentou, no entanto, que essa alternância faz parte da convivência democrática e, portanto, é inquestionável na vida democrática.O vice-presidente Marco Maciel afirmou que é surpreendente a reação do mercado financeiro nos últimos dias. Segundo ele, a economia brasileira está muito sólida e a democracia é estável. "Essa democracia brasileira tem raízes profundas, porque temos estabilidade política, econômica e tranqüilidade social", ressaltou. "Daí, porque não vejo nenhuma razão a não ser a mera especulação", afirmou.Na sua opinião, há uma avaliação incorreta do Brasil no processo de desenvolvimento. Para o vice-presidente, se a reação do mercado tiver origem nos resultados das pesquisas eleitorais, essa leitura é "um equívoco muito grande, porque a campanha segue bem, inclusive com o crescimento da candidatura Serra. O líder do PSDB na Câmara, Jutahy Junior (BA), atribuiu a inquietação do mercado com a economia brasileira à "massificação de uma mentira". Segundo ele, massificou-se a idéia de que a dívida pública interna brasileira se multiplicou por dez.Embora reconheça que o próprio ministro da Fazenda, Pedro Malan, admitiu o aumento da dívida pública, Jutahy argumentou que os governo estaduais, cujas dívidas foram assumidas pelo governo federal, também estão pagando parte desta dívida. "Criou-se uma idéia de descontrole e isso é que prejudica o País", disse.O líder acredita que o governo tem condições de suportar as pressões causadas pelo nervosismo causado pelo mercado financeiro, porque tem confiança na equipe econômica. "Isso passa", afirmou, ao atribuir a crise ao período pré-eleitoral.

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