Governo nega aumento do superávit primário

O secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, afirmou na noite desta sexta-feira, em audiência pública na Comissão Mista do Orçamento no Congresso que não é objetivo do governo aumentar a meta de superávit primário das contas públicas neste ano. O secretário disse que ao final dos primeiros quatro meses do ano, quando foi observado um montante de receitas maior do que o previsto inicialmente, o presidente baixou um decreto liberando cerca de R$ 1,4 bilhão dos recursos do Orçamento que estavam bloqueados.Levy foi alvo de críticas de parlamentares da oposição que questionaram o fato de o superávit primário das contas públicas ter ficado bem acima do previsto no primeiro quadrimestre. O deputado Alberto Goldman (PSDB) indagou se esse resultado não significaria que houve um represamento "proposital" do governo para deixar uma folga na meta, para não correr riscos no final do ano, ou, se já não seria uma preparação para uma eventual elevação da meta de superávit, hoje fixada em 4,25% do PIB para as contas do setor público consolidado (União, Estados e municípios e estatais) em 2003. O deputado Pauderney Avelino (PFL) criticou o que classificou de "ultra-ortodoxia" do governo na condução da política econômica e lamentou o fato de o superávit primário estar bem acima da meta prevista. "Tudo isso significa recessão, desemprego, fome. Lamentavelmente, essa é a realidade do País", afirmou Avelino.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.