Reprodução
Reprodução

Governo nega boato sobre confisco da poupança

Ministério da Fazenda refuta informações que circulam em redes sociais e aplicativos de mensagens sobre confisco da poupança no carnaval; Caixa vai acionar Polícia Federal para investigação

Adriana Fernandes, Nivaldo Souza e Gustavo Porto, O Estado de S. Paulo

13 Fevereiro 2015 | 15h42

 

Circula o boato de que o governo estaria preparando uma medida de confisco da poupança no dia 17 de fevereiro, carnaval. Falsas mensagens e imagens foram propagadas há alguns dias pelo aplicativo de mensagens WhatsApp e depois se espalharam por outras mídias sociais, como Twitter, Facebook e Instagram.

Nesta sexta-feira, 13, o governo negou o boato. O Ministério da Fazenda informou que "não procedem as informações que estariam circulando pela mídia social de que haveria risco de confisco da poupança ou de outras aplicações financeiras".

Em nota à imprensa, a Fazenda afirma que "tais informações são totalmente desprovidas de fundamento, não se conformando com a política econômica de transparência e a valorização do aumento da taxa de poupança de nossa sociedade, promovida pelo governo, através do Ministério da Fazenda".

A Caixa Econômica Federal pediu à Polícia Federal que investigue a origem dos boatos nas redes sociais de que o governo fará um confisco na caderneta de poupança. Segundo apurou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, representantes da área jurídica do banco estão cuidando do caso com o apoio da Polícia Federal.

A Caixa não identificou nenhum movimento atípico de saque na poupança além do que era esperado para o período de véspera do feriado de carnaval, segundo fontes.

Monitoramento. A decisão no governo foi a de concentrar no Ministério da Fazenda a estratégia de evitar que as especulações se espalhassem. "Tratamos de matar no nascedouro essas informações mentirosas", disse uma fonte do governo.

Em maio de 2013, boatos sobre o fim do programa Bolsa Família espalhado pelas redes sociais levaram milhares de beneficiários do programa às agência da Caixa em vários Estados do País. Os boatos fizeram com que a Caixa, responsável pela gestão do Bolsa Família, antecipasse o saque do benefício.

Conforme apurou o Broadcast junto ao Ministério da Fazenda, uma área de monitoramento acompanhou o crescimento das mensagens no Twitter e também no aplicativo de mensagens instantânea WhatsApp, concluindo que o boato deveria "ser morto no nascedouro".

Para isso, a Fazenda optou por divulgar uma nota oficial à imprensa, embora nenhum veículo de comunicação tivesse reproduzido os boatos. A nota da Fazenda acabou aumentando o número de mensagens no Twitter. Apesar do aumento, a boataria sobre o confisco não aparece entre os Trending Topics (assuntos mais comentados) do Twitter no Brasil.

 

Mais conteúdo sobre:
poupançaministério da fazenda

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.