Governo nega negociação em separado com a UE

No Itamaraty, essa possível vontade brasileira é vista como um erro de interpretação do 'Financial Times'

CÉLIA FROUFE, O Estado de S.Paulo

12 de agosto de 2013 | 02h05

BRASÍLIA - O Brasil aguardará decisão conjunta dos países do Mercosul - Brasil, Uruguai, Argentina, Venezuela e Paraguai (atualmente suspenso) - para negociar com a União Europeia. No Itamaraty, essa possível vontade brasileira é vista como um erro de interpretação do Financial Times relativa à declaração do ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota.

Segundo a assessoria de imprensa do ministério, não existe qualquer empreitada solitária nessa área por conta do acordo aduaneiro existente com os países vizinhos. A existência de acordos bilaterais é considerada normal em algumas outras áreas, mas não no caso do livre comércio. Isso porque negociações desse tipo passam por cobranças de tarifas, que são comuns e predefinidas com os demais países do Mercosul.

Mesmo que haja uma postura mais agressiva do Brasil nessa área, ela teria que necessariamente ser submetida ao aval dos demais integrantes do grupo do bloco. Além disso, internamente, mudanças nas relações internacionais precisam do consentimento da Câmara de Comércio Exterior (Camex), que é um grupo interministerial.

O que existe de concreto hoje, conforme a assessoria, são as tratativas de avanço de acordos entre os blocos europeu e sul-americano. Dessa forma, conforme explicou a assessoria, não haveria espaço para decisões individuais, ao contrário do que relatou o periódico britânico.

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