Governo nega novo socorro às distribuidoras de energia

O diretor nacional de Política Energética do Ministério das Minas e Energia, Sérgio Bajay, disse hoje não ter conhecimento de um novo socorro a ser oferecido pelo governo federal às empresas energéticas em crise, conforme foi noticiado por órgãos de imprensa."Pelo que sei, com medidas, como o auxílio do BNDES, que faz parte do acordo geral do setor, e com a possibilidade de uso da RGR (Reserva Global de Reversão) para cobrir as perdas de receita causadas pela tarifa de baixa renda, a situação das empresas do setor está arranjada", disse Bajay.Questionado sobre reclamações de empresas do setor em relação à difícil situação econômica e financeira de algumas delas, Bajay limitou-se a responder que "cada parte tenta vender o seu peixe." Ele disse que a expectativa do governo é de que o abastecimento de energia esteja garantido até 2006. "Até há pouco tempo, trabalhávamos com expectativa de um suprimento de energia sem sobressaltos até 2005", disse. "Mas, com a queda do consumo de energia, observada neste ano, acreditamos que teremos um ano a mais de oferta garantida."Bajay disse que essa expectativa está traçada sob um horizonte de crescimento de consumo de energia de 6% por ano, em média, para os próximos quatro anos. Essa projeção reflete uma expectativa de um crescimento econômico de 3% a 5% por ano no período.O diretor nacional de Política Energética do Ministério disse também que, em virtude da queda do consumo vigente, muitos investidores postergaram ou cancelaram projetos de geração. Mas ele acredita que deverão entrar em operação em dois a três anos cerca de 7 mil megawatts (MW) de energia produzida por termelétricas e 3,6 mil MW de energia produzida com base em fontes renováveis, além das hidrelétricas.Bajay esteve representando o ministro das Minas e Energia, Francisco Gomide, no 3º Encontro de Negócios de Energia, promovido pela Fiesp, em São Paulo.

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