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Governo negocia com centrais para barrar de regra para pensão

Correção das aposentadorias com o mesmo índice do salário mínimo pode impactar em R$ 6,9 bi no INSS

AE, Agencia Estado

04 de novembro de 2009 | 08h34

O governo vai tentar fechar em definitivo um acordo com as centrais sindicais e entidades de aposentados para evitar a aprovação de um projeto de lei que estende a todas as aposentadorias e pensões o mesmo índice de correção do salário mínimo. Nesta última terça-feira, o governo entrou em campo para evitar que o projeto seja votado na sessão desta quarta-feira, 4, da Câmara dos Deputados.

 

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O governo considera que o projeto é um desastre para as contas públicas, alegando que teria impacto de R$ 6,9 bilhões no próximo ano nas contas da Previdência e poderia elevar as despesas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para 18,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2050. Mas, como a proposta tem grande potencial eleitoral, parlamentares da base deixaram claro que votariam a favor dos aposentados se o projeto entrar em votação.

Com isso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderá se ver diante do ônus político de ter de vetá-lo. No Planalto, as informações são de que, se preciso, Lula vetará. Por ora, a estratégia dos líderes do governo e do PT é impedir que ele seja posto em votação, disse ontem o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha. O tema foi incluído na pauta do plenário pelo presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), cedendo a pressão dos aposentados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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