AP Photo/Kamran Jebreili
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Governo no Brasil é maior risco para empresário, diz levantamento do Fórum Econômico

Além do risco de governabilidade, executivos destacam impacto de desastres naturais, fracasso da governança global e proliferação de doenças como os principais obstáculos

Jamil Chade, correspondente

12 Novembro 2018 | 16h23

O risco de um fracasso da governabilidade é o maior obstáculo para a economia brasileira e aos planos de empresários de fazer negócios no Brasil. Essa é a constatação de um levantamento com executivos que, a pedido do Fórum Econômico Mundial, responderam sobre os maiores obstáculos em algumas das principais economias do mundo.

Cerca de 12 mil executivos receberam uma lista com 30 possíveis riscos e foram orientados a selecionar cinco que mais afetam seus negócios naquele país. O resultado da pesquisa ajudará o Fórum a selecionar os temas e convidados para o evento que reúne a cada ano as principais lideranças mundiais, em Davos em janeiro.

No Brasil, além do risco de governabilidade, os empresários destacam o impacto de desastres naturais, o fracasso da governança global e a proliferação de doenças como os principais obstáculos.

A esperança de Davos é a de contar com o presidente eleito Jair Bolsonaro e sua equipe técnica para explicar à elite da economia mundial quais são os planos para o Brasil em 2019.

No restante do mundo, liderou entre os empresários o risco do desemprego, seguido pela instabilidade política.

O aspecto da instabilidade política foi também o principal risco apontado por empresários no que se refere ao restante da América Latina. Outro risco citado no caso do continente foi a "profunda instabilidade social", que aparece em segundo lugar.

"Os últimos dois anos foram de intenso ciclo eleitoral pela América Latina que, com o surgimento de escândalos de corrupção no centro do debate público, reafirmaram a desconfiança do eleitorado nas instituições e reforçaram a polarização política", indicou.

A região também foi amplamente citada por conta da crise venezuelana, qualificada como um "estado de colapso" e uma "situação fora de controle".

No restante do mundo, o Fórum apontou para o ciber-ataque como um risco cada vez mais citado entre empresários. Se ele estava apenas na oitava posição em 2017, hoje já aparece como o quinto maior motivo de preocupação do setor privado. Em 19 países, os ciber-ataques foram qualificados como o maior risco, inclusive em 14 economias da Europa e América do Norte.

Já os preços de energia estiveram entre os maiores riscos destacados por empresários no Oriente Médio e no Norte da África.

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