Governo pagará diferença do custo do gás no MT

O governo federal vai pagar a diferença que a Usina Termelétrica Governador Mário Covas, em Cuiabá, Mato Grosso, terá com o aumento de preço do gás natural importado da Bolívia, informou o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, nesta quinta-feira. Maggi recebeu a garantia do ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, durante a visita do presidente da Bolívia, Evo Morales, na quarta-feira, 14. O novo valor, segundo Maggi, deverá ser pago pelo próprio Ministério das Minas e Energia ou por uma rubrica de conta de energia da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). "Conversei com o ministro Silas e ele disse que o gás vai chegar a Cuiabá a US$ 4,20 o milhão de BTU", disse o governador. "A Pantanal Energia (usina) vai ser ressarcida dentro de uma tarifa pela Aneel ou pelo ministério desse acréscimo que eles vão ter no custo da operação." Maggi não soube informar quando o novo contrato será assinado ou terá validade. O contrato atual da usina com o governo boliviano tem validade até 2019. Atualmente, a usina paga US$ 1,19 por milhão de BTU e, segundo seu diretor-presidente, Carlos Baldi, qualquer acréscimo teria que ser repassado. O executivo confirmou na semana passada e na quinta-feira que o valor já apresentado pelo governo boliviano em mesa de negociação era de US$ 4,10 o milhão de BTU. Baldi também afirmou que havia negociação para que a diferença, de cerca de 345%, fosse repassada à Furnas Centrais Elétricas, cliente da usina na aquisição da energia produzida. A Usina Termelétrica Governador Mário Covas, de Cuiabá, tem capacidade instalada de 480 megawatts, mas, de acordo com o diretor, produz atualmente cerca de 135 megawatts, com "fornecimento normal do gás natural." Essa produção é limitada, diz, "em função da confiabilidade do sistema, para que não haja oscilação e queda de energia." Há projetos em Mato Grosso, públicos e privados, para melhorar as linhas de transmissão de energia elétrica. O anúncio do aumento do gás natural para a usina de Mato Grosso, controlada por um fundo de investimentos inglês e pela Shell, foi realizado na manhã desta quinta-feira, em Brasília, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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