Governo pede para teles não aplicarem todo o aumento

O ministro das Comunicações, Eunício Oliveira, disse hoje, antes de se reunir com as operadoras de telefonia fixa que, além do parcelamento da diferença dos reajustes das tarifas do ano passado, pretende conversar sobre a possibilidade de não aplicarem todo o porcentual de correção. A Anatel autorizou um reajuste médio de 6,89%, mas com a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) esse aumento pode chegar a 16,5% em média.Eunício informou que pretende abordar outros itens que são considerados no reajuste, como o índice de produtividade. Atualmente, nos reajustes, a correção pelo IGP-DI é reduzida em um ponto porcentual a título de produtividade. "Sabemos que este um ponto é contratual", afirmou. "Mas, com a aplicação desses índices, as empresas podem ter ganhos maiores".O ministro disse que vai insistir com as concessionárias na proposta feita na semana passada de aplicar esse reajuste extra em duas parcelas: a primeira em setembro e a segunda, em novembro deste ano. Eunício disse que tem consciência de que as empresas obtiveram na Justiça o direito de aplicar o índice integral, referindo-se à decisão do STJ que permitiu a aplicação do IGP-DI no reajuste de 2003 no lugar do IPCA, o que resultará num aumento maior das tarifas. "Vamos ponderar que sem consumidor não existe empresa", afirmou.

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