Governo pensa em mudar tabela e alíquotas do IR

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, adiou para o dia 1º de junho a decisão sobre a correção da tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). Segundo o presidente da CUT, Luiz Marinho, o ministro disse, na reunião de hoje, que o governo não deseja a correção da tabela, mas admitiu essa possibilidade. De acordo com o presidente da CUT, para o ministro a correção da tabela teria que ser compensada com mudanças nas alíquotas do IR.Apesar de a reunião não ter sido definitiva, como os sindicalistas desejavam, Marinho manifestou confiança de que a tabela será corrigida ainda este ano. "Temos segurança de que vamos arrancar a correção da tabela do imposto", afirmou. A CUT também não aceita que a correção passe a vigorar apenas em 2005. Para ele, uma medida tributária em benefício de todos os contribuintes não precisa obedecer a regra de anterioridade. O sindicalista disse que conversará com os dirigentes das outras centrais sindicais para participar da próxima reunião com o ministro. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Paulista, José Lopes Feijóo, que também participou da reunião, disse que conta com o calendário eleitoral para conseguir do governo a correção da tabela. "Eu quero lembrar a todos que temos eleições este ano", afirmou. O sindicalista disse que a ligação que faz entre a campanha eleitoral e a ampliação do movimento pela correção não é uma ameaça e sim uma constatação. "Imagina uma campanha eleitoral que atinge 8 milhões de contribuintes, todos formadores de opinião".Segundo Feijóo, a correção da tabela em 55,3%, correspondente à inflação (INPC) desde 1993, diminuiria a arrecadação do Imposto de Renda em R$ 6,3 bilhões. Se levada em conta apenas a inflação registrada no governo Lula (11,32%), a redução da arrecadação seria, de acordo com o Dieese, de R$ 1,7 bilhão.

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