SERGIO CASTRO/ESTADÃO
SERGIO CASTRO/ESTADÃO

Governo persegue o reequilíbrio das contas públicas, diz Dilma

No momento em que o governo discute reduzir a meta fiscal para perto de zero, presidente diz que o Brasil passa por um momento de transição na economia

José Roberto Castro, Álvaro Campos e Gustavo Porto, O Estado de S. Paulo

22 de julho de 2015 | 12h46

A presidente Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira, 22, durante cerimônia de inauguração de uma usina de álcool em Piracicaba, interior de São Paulo, que o Brasil passa por um momento de transição na economia, em função da alteração nas condições internacionais, como o fim do superciclo das commodities. Segundo ela, o governo persegue o reequilíbrio das contas públicas, que é essencial para que a economia se recupere. 

"Estamos atualizando as bases da nossa economia e vamos voltar a crescer dentro do nosso potencial", disse a presidente, ressaltando que o momento de travessia também apresenta possibilidades. A declaração foi dada em um momento em que o governo discute a redução da meta de superávit primário que, segundo fontes, deve passar de 1,1% do PIB para algo pouco acima de zero.

A presidente defendeu que, neste momento de "travessia", o País busque "sempre maior produtividade, menores custos e maiores inovações para garantir emprego e crescimento". Dilma falou ainda sobre o ajuste macroeconômicos e disse que algumas medidas já dão resultados, como o realinhamento dos preços.

Segundo a presidente, o governo vai continuar tomando medidas microeconômicas para facilitar a atividade e garantir ambiente de negócios mais amigável. Dilma prometeu ampliar concessões e "fazer um imenso esforço para manter os principais programas em funcionamento", disse citando o Minha Casa Minha Vida. 

A ampliação da classe média é, segundo palavras de Dilma, a prioridade do governo. "Queremos consolidar a classe média. Queremos que o Brasil seja um país de classe média", disse Dilma.

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