Fabio Motta/Estadão - 10/12/2015
Fabio Motta/Estadão - 10/12/2015

Brasil terá mais seis usinas nucleares a partir de 2030

A expectativa é de que as novas usinas recebam investimentos de US$ 30 bilhões, que seriam divididos entre o governo e a iniciativa privada

Denise Luna, O Estado de S.Paulo

26 de setembro de 2019 | 14h48
Atualizado 26 de setembro de 2019 | 19h06

RIO - O Brasil ganhará mais seis usinas nucleares de 1 mil megawatts cada espalhadas pelas regiões Nordeste e Sudeste a partir de 2030, elevando para quase 10 mil megawatts a capacidade instalada dessa fonte no País, informou o secretário de Planejamento e Desenvolvimento do Ministério de Minas e Energia, Reive Barros. 

A expectativa é de que as novas usinas recebam investimentos de US$ 30 bilhões, que seriam divididos entre o governo e a iniciativa privada, em um modelo que ainda está sendo desenhando pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O modelo que o BNDES fará para Angra 3 será usado como referência para as outras (usinas nucleares). Foram estudadas várias alternativas, todas têm vantagens e desvantagens", explicou Barros, dizendo desconhecer como será o modelo para a venda de Angra 3, a terceira usina nuclear brasileira cuja licitação está prevista para ocorrer em 2020 e finalizada em 2026.

Segundo Barros, a tendência é de que sejam construídas no mínimo duas usinas em cada localidade. "Para efeito de viabilidade, só se justifica se fizer no mínimo 2 mil MW em cada complexo (nuclear)", informou.

A previsão é de que o planejamento do setor nuclear seja detalhado no Plano Nacional de Energia 2050 (PNE 2050), previsto para ser divulgado ainda este ano.  "A ideia é que você construa Angra 3 em 2026 e dê um intervalo de quatro anos para entrar com as outras, que entrariam em 2030", disse o executivo.

Atualmente o País possui duas usinas nucleares, Angra 1 e Angra 2, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, que totalizam 1.990 megawatts de potência. Com Angra 3, no mesmo local, cuja construção foi interrompida pela Operação Lava Jato, esta potência será elevada para 3.395 megawatts em 2026.

 

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