Cleia Viana /Câmara dos Deputad
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Governo planeja reunião para discutir proposta da Previdência com centrais sindicais

Segundo o secretário especial de Previdência Social, Rogério Marinho, previsão é que a proposta será conhecida entre os dias 19 e 21 de fevereiro

Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

07 de fevereiro de 2019 | 12h00

BRASÍLIA - O secretário especial de Previdência Social, Rogério Marinho, afirmou nesta quinta-feira, 7, que o governo avalia realizar um seminário para discutir a reforma da Previdência com centrais sindicais após a divulgação do texto. Segundo Marinho, a previsão é a que a proposta seja conhecida entre os dias 19 e 21 de fevereiro, mas isso depende das condições de saúde do presidente Jair Bolsonaro, que validará o conteúdo.

A ideia do seminário surgiu durante reunião de Marinho com representantes de centrais sindicais no Palácio do Planalto, na manhã desta quinta-feira, 7. Entre os presentes estavam integrantes da União Geral dos Trabalhadores (UGT), do Sindicato Nacional de Aposentados e Pensionistas e Idosos (Sindiapi) e a Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap). O objetivo do encontro, que ocorreu no Ministério da Casa Civil, era discutir aspectos da Medida Provisória antifraude na concessão de benefícios do INSS.

Segundo Marinho, após a validação e divulgação do texto da reforma da Previdência, prevista para este mês, o governo "abriria o processo de discussão e recebimento de sugestões por parte das centrais". Ele destacou que todos desejam uma Previdência que "combate privilégios, fraudes, que seja justa e rígida e que permita que o cidadão tenha certeza que vai recepcionar o recurso sem sobressaltos". "Hoje vários estados não conseguem cumprir com essa obrigação", avaliou.

Como de costume, Marinho evitou comentar os temos da reforma da Previdência e disse que não tem "validado ou desvalidado" nenhuma informação que tem sido divulgada pela imprensa. "Enquanto o presidente não validar o que está no projeto, tudo o que é vazado é especulação. A reforma só será conhecida quando chegar no Congresso."

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