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Governo pode adiar prazo para 1 milhão de casas

Dilma Rousseff diz a sindicalistas que meta será atingida em 2011, e informa que menor prestação será de R$ 50

Tânia Monteiro, O Estadao de S.Paulo

21 de março de 2009 | 00h00

O governo pode estender de 2010 para 2011 o prazo para que seja atingida a meta de construir 1 milhão de casas, prevista no pacote habitacional. Foi o que relataram ontem sindicalistas que se encontraram com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, para se informar sobre o projeto. O adiamento, segundo os sindicalistas, ocorrerá "por causa da burocracia", embora o governo tenha se comprometido a reduzir o tempo médio de construção das casas, de 33 para 11 meses.Dilma informou ainda, segundo os sindicalistas, que o programa não prevê a entrega de casa de graça à população de mais baixa renda. Segundo a ministra, o menor valor da prestação, para quem ganha um salário mínimo, será de R$ 50 e não de R$ 15 a R$ 20 como se previa. O governo ainda estuda reduzir as parcelas. Para as demais faixas, a prestação será de R$ 100 a R$ 150 reais. Já está acertado que o trabalhador vai pagar as parcelas apenas depois de se mudar para a casa, para evitar que fique pagando aluguel e prestação.A data da divulgação do Programa Nacional de Habitação ainda não está clara. Aos sindicalistas, Dilma admitiu que o lançamento, previsto para semana que vem, poderá ficar para o dia 30. Segundo ela, ainda há muitas pendências. Mas ontem, em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou o anúncio para o dia 25. "Na quarta-feira, vamos anunciar um grande programa de habitação para construir 1 milhão de casas", disse Lula em evento na Fiesp, do qual participou a presidente da Argentina, Cristina Kirchner. "Esperamos ser um desafio extraordinário para a indústria da construção civil, que passou 50 anos reclamando e agora vai ter 1 milhão de casas para construir, casas para pessoas de zero a dez salários mínimos." Na reunião com os sindicalistas, que durou cerca de duas horas, Dilma informou ainda que o projeto do governo vai atender cidades com mais de 100 mil habitantes. A meta é construir 400 mil casas para a população que ganha até 3 salários, 400 mil para a faixa de 3 a 6 salários e, 200 mil para as famílias que recebem de 6 a 10 mínimos. O valor médio de construção das casas é de R$ 40 mil e o máximo, de R$ 60 mil. A ministra comunicou ainda que não haverá custo no seguro de vida para o financiamento de quem ganha até cinco salários mínimos. De cinco a dez, será de 1,5% a 6% ou 6,5%, dependendo do salário. Para quem ficar desempregado, o Fundo Garantidor, bancado pelo Tesouro, cobrirá todas as prestações de quem ganha até três salários mínimos. O trabalhador que ganhar acima desse valor e perder o emprego poderá ficar 24 meses pagando apenas 5% da prestação - os 95% restantes serão transferidos para o fim do contrato.Antônio Netto, da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), contou que os sindicalistas pediram que as construtoras sejam obrigadas em contrato a assinar a carteira de trabalho dos empregados.

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