Governo pode agir para evitar alta abusiva de preços

Uma destas medidas seria a redução das alíquotas de importação, o que aumenta a oferta e reduz a pressão sobre os preços

Gustavo Freire e Fabio Graner, da Agência Estado,

03 de setembro de 2007 | 19h35

O governo poderá tomar medidas para coibir eventuais abusos nos reajustes de preços. a ameaça foi feira nesta segunda-feira, 3, pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Uma destas medidas, segundo ele, seria uma redução das alíquotas de importação, o que aumenta a oferta e reduz a pressão sobre os preços.Para Mantega, há sinais de que a demanda neste momento está aquecida e citou como um dos indicadores que comprovam isso a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do IBGE, que aponta crescimento das vendas no varejo da ordem de 13%. Ele destacou que essa expansão do consumo vem sendo atendida, em parte, pelas importações, que estão em fase de ampliação.Ao mesmo tempo, o ministro disse que considera que os preços estão sob controle. Para ele, o que há são problemas localizados no setor de alimentos e de serviços. Ele afirmou que determinou à Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) que monitore mais de perto os preços de alimentos que estão subindo. Ao mencionar leite, carne e trigo, Mantega lembrou que os produtos estão passando por um período de entressafra, combinado com um processo de elevação de preços no mercado internacional.     No que diz respeito aos serviços, o ministro explicou que, por não haver a possibilidade de substituição por importados nessa área, a demanda aquecida pode gerar elevação de preços.Inflação  Durante a entrevista, Mantega também destacou que a inflação anualizada hoje está rodando entre 3,7% e 3,8%. O ministro também chamou a atenção para uma pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) que mostrou que a maioria dos empresários não tem intenção de reajustar seus preços.  

Tudo o que sabemos sobre:
Alta de preçosInflação

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.