Adriano Machado/REUTERS
Adriano Machado/REUTERS

Governo pode apresentar reforma tributária a relatores em vez de protocolar nova PEC

Reforma tributária do governo prevê a criação do Imposto de Valor Agregado (IVA), a desoneração da folha de pagamentos bancada por uma 'nova CPMF' e mudanças no Imposto de Renda

Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo

09 de setembro de 2019 | 21h22
Atualizado 10 de setembro de 2019 | 10h53

BRASÍLIA - O Ministério da Economia pode optar em apresentar o seu projeto de reforma tributária diretamente aos relatores das propostas na Câmara dos Deputados e Senado Federal. Nesse caso, segundo apurou o Estado, não haveria necessidade de protocolar um nova Proposta de Emenda Constitucional (PEC).

Os relatores incluiriam as sugestões do governo para a simplificação tributária nos pareceres, mediante acordo com o governo. Essa é uma possibilidade que está sendo analisada pela equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, mas não há ainda decisão.

A equipe fez nesta segunda mais uma reunião sobre a reforma tributária do governo, que prevê três frentes: a criação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), a desoneração da folha de pagamentos (bancada por um novo imposto nos moldes da CPMF) e mudanças no Imposto de Renda. Guedes pediu mais simulações e uma nova reunião foi marcada para quinta-feira, 12. Entenda as diferenças das propostas:

Proposta do governo (não apresentada oficialmente)

Troca de até cinco tributos federais (PIS, Cofins, IPI, uma parte do IOF e talvez a CSLL) por uma única cobrança, o Imposto Único Federal. A proposta também vai acabar com a contribuição ao INSS que as empresas pagam atualmente sobre a folha de pagamentos. Em substituição, duas opções estão à mesa: a criação de um imposto sobre todos os meios de pagamento ou um aumento adicional na alíquota do imposto único. Em outra frente, o governo prepara mudanças no IR de empresas e pessoas físicas com redução de alíquotas e fim ou redução de deduções com gastos de saúde e educação.

Câmara

PEC do líder Baleia Rossi (MDB-SP), patrocinada por Rodrigo Maia. Preparada pelo economista Bernard Appy, cria o Imposto sobre Operações com Bens e Serviços (IBS), de competência de municípios, Estados e União, além de um outro imposto, sobre bens e serviços específicos, esse de competência apenas federal. Em contrapartida, extingue os seguintes tributos que incidem sobre o consumo:

Senado

Reforma do ex-deputado Luis Carlos Hauly preparada pela Câmara. Seria criado um imposto sobre o valor agregado de competência estadual, chamado de Imposto sobre Operações com Bens e Serviços (IBS), e um imposto sobre bens e serviços específicos (Imposto Seletivo), de competência federal. Em contrapartida, extingue os seguintes tributos:

  • IPI
  • PIS/Pasep
  • Cofins
  • ICMS
  • ISS
  • IOF
  • CSLL
  • Salário-Educação
  • Cide
Tudo o que sabemos sobre:
reforma tributária

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.