Governo pode desligar térmicas em 15 dias, diz Lobão

Comitê de monitoramento do setor elétrico decide manter usinas ligadas, mas já prevê desligamento

Leonardo Goy, da Agência Estado,

27 de março de 2008 | 13h20

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) decidiu nesta quinta-feira, 27, mais uma vez, manter funcionando as usinas termoelétricas que foram acionadas no início do ano, para poupar água nos reservatórios das hidrelétricas. No total essas usinas estão gerando cerca de 5 mil megawatts (MW). Apesar disso, segundo o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o CMSE tomou uma "pré-decisão" de, na próxima reunião, que deverá ocorrer em 15 dias, determinar o início do desligamento das usinas. "Deveremos ou desligar todas de uma vez, a gás ou a óleo, ou gradualmente", afirmou.  Lobão disse que a decisão de manter as usinas ligadas por pelo menos mais 15 dias é uma medida de zelo, e não significa que haja risco de racionamento. "Esse risco está descartado, mas temos responsabilidade pelo sistema e a nossa preocupação é mantermos a segurança para 2009 e 2010".  Ele observou, porém, que a situação dos reservatórios nas regiões Sul e Nordeste não é tão confortável. "Nessas duas regiões existe uma pequena preocupação. Se tivesse chovido mais, já teríamos desligado as térmicas", afirmou. Segundo o ministro, a energia que foi gerada por essas térmicas, mais caras, não terá grande impacto nas tarifas para os consumidores. "Se houver efeito será quase imperceptível".  Segundo fontes do governo, as térmicas a óleo, que estão acionadas, consomem cerca de R$ 400 milhões, por mês, para funcionar. Segundo essas mesmas fontes, o único voto na reunião favorável ao desligamento imediato das usinas a óleo no Sudeste foi do diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Jerson Kelman.

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