Governo pode desonerar PIS e Cofins para saneamento

Após uma reunião de mais de duas horas com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que o governo federal estudará a desoneração do PIS e da Cofins para investimentos em saneamento público. De acordo com Mantega, será preciso ainda estudar o impacto da medida sobre as contas publicas, mas a iniciativa, na visão dele, parece interessante."Acho que é um pleito interessante, porque estimulará investimentos numa área que é muito importante para a população", disse, informando que, segundo os cálculos do governo de São Paulo, a desoneração seria da ordem de R$ 1,3 bilhão.Além da discussão do PIS e da Cofins, Mantega ouviu uma série de reivindicações do governador paulista, que recebeu acenos positivos em todas elas, demonstrando assim uma maior aproximação do Planalto com o Palácio dos Bandeirantes.Entre as demandas de Serra estão investimentos federais no Rodoanel, aplicações com recursos orçamentários para a expansão do Ferroanel, bem como para a linha 2 do Metrô de São Paulo. No caso do Rodoanel, ele explicou ao governador paulista que o governo já prevê investimento R$ 1,2 bilhão no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) nos próximos quatro anos para ajudar na construção da obra. Para o Ferroanel, Serra pediu a inclusão do trecho sul da ferrovia no PAC, que só destaca recursos para o trecho Norte e recebeu a sinalização de que o governo estudará a participação também nesse projeto.Segundo Serra, na Linha 2 do Metrô seria interessante contar com recursos orçamentários para levá-la até a Vila Prudente - hoje o projeto já recebe financiamento do BNDES. "Vamos examinar a possibilidade de trazer recursos orçamentários", disse Mantega. O ministro também acenou positivamente com a possibilidade de compartilhamento da gestão do porto de Santos com o governo estadual, pleito feito por Serra desde o início de sua gestão. "Nossa proposta já feita é de regionalizar o porto, inclusive com a participação do governo federal e dos municípios, mas com a coordenação do governo do Estado", reiterou Serra.Por fim, questionado se tamanha disposição em cooperar com o governo do Estado tinha alguma relação com a vitória de Arlindo Chinaglia para a presidência da Câmara, com o apoio de tucanos, Mantega negou veementemente. "Não tem nada a ver. Nós temos um defeito em comum. Somos economistas e também desenvolvimentistas", concluiu Mantega.

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