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Governo pode diminuir intervalo de tolerância de meta de inflação

A estabilidade economia brasileira e a resistência a choques externos poderá abrir espaço para que o governo diminua o intervalo de tolerância do cumprimento da meta de inflação. A mudança, de acordo com o diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Afonso Beviláqua, terá de ser feita após uma observação cuidadosa do comportamento da economia ao longo de um período de cinco a dez anos.O intervalo de tolerância hoje é de 2 pontos porcentuais para cima ou para baixo. Beviláqua lembrou que, até 2005, a administração federal trabalhava com uma margem maior, de 2,5 pontos porcentuais. "Já fizemos alguma redução", afirmou. Em outros países que adotam um regime de metas de inflação parecido com o brasileiro, o intervalo de tolerância chega a apenas um ponto porcentual. O diretor do BC também quer que a meta continue avaliada com base num índice cheio de inflação e não nos chamados núcleos de inflação. A afirmação foi uma resposta a alguns dos críticos do sistema de metas, para os quais avaliar o cumprimento da meta por um índice pleno dificulta a queda dos juros."Para coordenar as expectativas do mercado, é melhor trabalhar com o índice cheio", afirmou Beviláqua. Ele lembrou que muitos países migraram de uma meta balizada pelo núcleo de inflação para o índice pleno exatamente pela dificuldade em coordenar as expectativas. "Fica difícil explicar aos agentes que a inflação está subindo, mas os núcleos estão em queda", disse.

Agencia Estado,

28 de junho de 2006 | 20h31

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