André Dusek/Estadão
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Governo pode discutir alongamento de financiamento do setor elétrico com bancos

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, disse que haverá um redesenho da remuneração do setor elétrico, o que abrirá espaço para negociação dos débitos com os bancos

Victor Martins, O Estado de S. Paulo

14 de janeiro de 2015 | 18h02

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, confirmou nesta quarta-feira que o governo federal avalia intermediar com bancos e distribuidoras de eletricidade alongamento de prazos de empréstimos tomados pelo setor no ano passado, como forma de minimizar impactos de reajustes de tarifas na inflação. As empresas querem renegociar o empréstimo de R$ 17,8 bilhões feito no ano passado.

"A partir do momento em que as decisões forem tomadas pela Aneel, haverá um redesenho da remuneração do setor", disse Braga a jornalistas, referindo-se a decisões da Agência Nacional de Energia Elétrica sobre futuros pedidos de distribuidoras de energia sobre revisões extraordinárias de tarifas.

"Com isso as, distribuidoras poderão, com ajuda do Ministério da Fazenda, ou sem essa ajuda, sentar para conversar com os bancos", acrescentou Braga, afirmando que as revisões tarifárias extraordinárias permitirão uma melhora na situação de caixa das empresas, facilitando uma renegociação dos empréstimos.

Se o alongamento for aceito pelos bancos, o peso do pagamento dos empréstimos nas tarifas de energia será diluído e isso pode ajudar a reduzir o aumento total das contas de luz em 2015. Mais cedo Braga havia comentado que o aumento médio nas tarifas de eletricidade no país em 2015 ficará abaixo de 40% "com certeza".

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