seu bolso

E-Investidor: O passo a passo para montar uma reserva de emergência

Governo pode não intervir na Previ, diz Cechin

O governo poderá não intervir na Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil. O ministro da Previdência Social, José Cechin, disse hoje na Câmara dos Deputados que tem esperança de que a maior entidade do ramo no País esteja enquadrada nas normas legais até o final do mês. "Confiamos que as decisões recentes, inclusive por parte do judiciário, coloquem a Previ em situação regular", afirmou. O ministro refere-se à decisão da desembargadora Leila Mariano, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que determinou que as eleições em andamento na entidade sigam o previsto em lei, ou seja, paridade no Conselho Deliberativo com voto de qualidade para o seu presidente, indicado pelo Banco do Brasil.Mas não são só as eleições o problema da Previ no momento. O secretário de Previdência Complementar, José Roberto Savóia, disse para os parlamentares que o fundo de pensão dos funcionários do BB tem um déficit de R$ 2,067 bilhões apurado no ano passado e já reconhecido pela entidade em seu balanço.Este rombo, de acordo com o secretário, não está coberto pela conta reservas a amortizar, no valor de R$ 7,5 bilhões, de responsabilidade do Banco do Brasil e objeto de contrato entre as partes para pagamento ao longo de vários anos. Ele terá que ser equacionado pela Previ e pelo BB mediante ajuste nas contribuições, o que significa aumento de contribuição tanto por parte dos participantes quanto por parte da empresa patrocinadora.Savóia explicou que na apuração do déficit foi levado em conta a necessidade de cobertura de 100% dos benefícios concedidos e 100% dos benefícios a conceder, exigidos pela nova legislação, e também as perdas que o fundo de pensão teve no mercado de ações. No ano de 2000, o déficit apurado de R$ 4,1 bilhões na Previ foi coberto pela conta de reservas a amortizar, disse o secretário. Só que no ano seguinte a situação foi agravada pela queda do preço das ações e a sobra da conta de reservas a amortizar não foi suficiente para cobrir o novo déficit. "A entidade tem que tomar providências com relação a isso", afirmou. A audiência com o ministro da Previdência Social e o secretário de Previdência Complementar para discutir o futuro dos fundos de pensão acabou se transformando numa audiência para discutir situação da Previ. Os deputados de oposição, como Ricardo Berzoini (PT-SP) e Dr. Rosinha (PT-PR), questionaram o ministro sobre as "ameaças" de intervenção na Previ e defenderam o atual modelo de gestão da entidade, segundo eles superior ao estabelecido em lei. Cechin respondeu aos parlamentares dizendo que não faz ameaça desse tipo e que fará ( a intervenção) se houver motivo para fazer "A lei é clara quanto aos motivos para a intervenção", afirmou.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.