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Governo precisa cortar R$ 39 bi para cumprir meta fiscal, aponta estudo

Economista Felipe Salto, diretor do Instituto Fiscal Independente (IFI), diz que cenário traçado pelo governo é pouco realista

Lu Aiko Otta, Broadcast

02 de fevereiro de 2017 | 11h03

BRASÍLIA - O Instituição Fiscal Independente (IFI) estima que será necessário um contingenciamento de R$ 39 bilhões para que o governo consiga cumprir a meta fiscal fixada para o governo central, de R$ 139 bilhões. Isso porque a projeção do organismo para o resultado fiscal do ano é um déficit primário de R$ 177,9 bilhões. A diferença é explicada pela projeção do Produto Interno Bruto (PIB), que para o IFI deve crescer 0,46% este ano, ante a projeção de 1,6% do governo.

Há também uma diferença em relação às projeções de receitas. O IFI espera um crescimento real de 0,2% este ano e R$ 35,6 bilhões em receitas extraordinárias, ante R$ 70,4 bilhões projetados no Orçamento. Na avaliação do diretor executivo do IFI, Felipe Salto, o cenário otimista dos dados do governo é pouco realista.

Salto considera bastante provável que o governo anuncie um contingenciamento de despesas nas próximas semanas, já que a alternativa - uma revisão da meta fiscal - seria um "constrangimento" do ponto de vista político. Ele acha que essa contenção é factível, mas deverá atingir sobretudo as chamadas despesas discricionárias (não obrigatórias), entre as quais estão os investimentos.

A Instituição Fiscal Independente deverá prestar consultoria econômica aos senadores e também acompanhar a qualidade dos programas e políticas fiscais do governo federal.

Teto. Sem a emenda constitucional 95, que limita o crescimento dos gastos públicos, a dívida pública ultrapassaria os 100% do PIB em 2021, segundo Salto.

A instituição projeta que a dívida pública bruta chegará a 76,9% do PIB ao final deste ano, ante 70,2% projetados pelo Banco Central. As projeções indicam que ela atingirá 82,4% do PIB em 2019 e 84,3% do PIB em 2021. "As mudanças serão paulatinas", comentou, acrescentando que o importante é manter o rumo de ajustamento das contas públicas para que a dívida retorne ao rumo sustentável. 

O IFI projeta que o Brasil gastará este ano 6,6% do PIB com juros. "Nisso, somos campeões, sem dúvida alguma", comentou Salto.

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