Governo precisa de apoio contra gripe avícola, diz Tadashi

O Brasil, um dos poucos países livres do vírus da gripe avícola, no momento, não está imune ao risco de ser contaminado, de acordo com avaliação do Secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Maçao Tadano. "Ninguém pode prever o que vai ocorrer daqui para frente", reconheceu o secretário em entrevista à Agência Estado em um dos intervalos no segundo Workshop sobre Influenza Aviária, organizado pela União Brasileira de Avicultura em Campinas. "Vamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para que essa doença não chegue ao País". O secretário alertou que o Ministério da Agricultura sozinho não poderá impedir a entrada da gripe do frango no Brasil. E fez um pedido para que a indústria avícola brasileira participe dos programas de prevenção. Tadashi informou que o governo tomou todas a medidas preventivas possíveis e afirmou que pretende instalar detectores de matéria orgânica em alguns dos principais aeroportos do País. Ele não disse quando a medida será implementada, mas acrescentou que os portos e aeroportos são lugares onde dificilmente existe um controle completo para a entrada de produtos orgânicos. Indagado sobre quais serão os impactos, caso a doença afete mesmo a indústria avícola, ele disse que isso praticamente vetaria o País para as exportações. "Mas não pensamos sequer nessa hipótese", acrescentou. No ano passado, o Brasil embarcou quase 2 milhões de toneladas de carne de frango, se aproximando dos Estados Unidos, o maior exportador mundial. Sobre a possibilidade de regionalizar o País para combater um eventual surto da doença, ele disse ser contra esse mecanismo. "Nenhum País vai aceitar carne de uma região sabendo que em outra as aves foram afetadas". O objetivo, segundo ele, é evitar a qualquer custo a entrada da doença no País. "Os países importadores não querem ouvir falar da doença mesmo que ela tenha surgido apenas em uma região. Eles vêem o país como um todo".

Agencia Estado,

05 Março 2004 | 13h16

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