Governo prepara medidas para destravar o financiamento para motos

Guido Mantega afirmou que no caso das motos o entrave para o aumento das vendas não é tributário, já que o produto é isento da cobrança de IPI 

Adriana Fernandes, Célia Froufe e Renata Veríssimo,

31 de julho de 2012 | 21h26

BRASÍLIA - O governo prepara medidas para destravar o financiamento para aquisição de motos. Os bancos retraíram a oferta de crédito nesse segmento com temor de inadimplência. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta terça-feira, 31, que as medidas em estudo vão estimular a retomada das vendas.

Mantega destacou que no caso das motos o entrave para o aumento das vendas não é tributário, já que o produto é isento da cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). "Está faltando financiamento. Os bancos se retraíram na concessão de crédito para motos", admitiu o ministro. Ele disse que vai conversar com o setor.

Mantega não deu detalhes sobre como poderá beneficiar o segmento, mas as medidas devem envolver a liberação de parte do dinheiro que os bancos são obrigados a manter no Banco Central, os chamados depósitos compulsórios.

Na semana passada, dirigentes da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) pediram ao secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, a liberação de uma nova parcela de compulsórios especificamente voltada ofertar crédito para a compra de motocicletas.

O presidente da entidade, Flávio Meneghetti, pediu um montante equivalente a 10% dos compulsórios liberados com direcionamento exclusivo para o setor de veículos. Em maio, o governo liberou R$ 18 bilhões para a concessão de crédito.

De acordo com a Fenabrave, a cada 100 pedidos de crédito para aquisição de motos, apenas 10 são aprovados. A marca, segundo a Fenabrave, já foi de 30%. Para a entidade, a liberação do compulsório representaria um "funding" mais barato para o consumidor.

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