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Governo prepara novas desonerações

Anúncio dos segmentos da indústria que substituirão cobrança do INSS sobre a folha por alíquota sobre faturamento sai em breve, diz Mantega

RICARDO LEOPOLDO, FRANCISCO CARLOS DE ASSIS, O Estado de S.Paulo

27 de março de 2012 | 07h43

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem que o governo deve anunciar em breve os novos segmentos da indústria que terão desoneração da cobrança previdenciária sobre a folha de pagamento. Ele disse que a equipe econômica está revendo a alíquota, mas observou que será menor que 1,5% sobre o faturamento das companhias.

"Se conseguirmos alíquota única, será melhor. Porém, pode ser que algum setor tenha alíquota diferente", ressaltou Mantega, após participar de encontro com empresários na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

De acordo com ele, o foco da desoneração da folha de pagamento são os segmentos industriais intensivos em mão de obra. "Os setores que desejarem terão acesso à desoneração da folha. Já contatamos os setores têxtil, calçados, autopeças, aviação e naval", destacou.

O ministro garantiu que o governo criará todas as condições possíveis para que o setor manufatureiro no Brasil "sobreviva" à crise internacional. "Vamos pressionar os investimentos", disse, referindo-se à necessidade de novos projetos industriais.

Para Mantega, 2012 será melhor para a indústria do que foi 2011, quando a indústria de transformação cresceu apenas 0,3%. "Eu asseguro que isso vai ocorrer", comentou, dirigindo suas palavras ao presidente da Fiesp, Paulo Skaf. "Daremos condições financeiras, tributárias e de infraestrutura para a expansão da indústria brasileira."

O ministro afirmou também que o governo vai trabalhar para a redução do spread bancário, o que vai diminuir os custos para que a população possa adquirir produtos da indústria brasileira, inclusive carros. "Nós flexibilizamos as medidas macroprudenciais. Essas medidas exigiam dos bancos um recolhimento de capital se as parcelas ultrapassassem 36 meses, o que encareceu o crédito", destacou Mantega.

"O crédito de 60 meses (para financiamento de carros) se tornou menos viável ou mais caro. Com isso, diminuiu o financiamento de automóveis. Isso foi revertido, de modo que até 60 meses os bancos não precisam recolher aquele capital adicional que se exigia, que era alto, de 75% sobre o montante que se emprestava acima de 36 meses", ressaltou. "Além disso, está se preparando financiamentos com taxas de juros menores para esses setores", comentou.

O ministro disse que as medidas que o governo deve anunciar em breve devem abranger vários setores produtivos, mas não entrou em detalhes.

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