Governo prevê redução da dívida cambial para 13% do total

A exposição cambial da dívida pública mobiliária interna deve fechar o ano próxima de 13% do total do endividamento. A previsão é do chefe do Departamento de Operações do Mercado Aberto (Demab) do Banco Central, Sérgio Goldenstein, que estimou também que em julho a participação deve ficar em 14%, depois de ter chegado em junho a 15,79%, o menor patamar da série histórica do governo federal. A série teve início em 1999.Ele destacou que a redução do passivo cambial do governo continua sendo objetivo do governo. "A meta é essa", disse. Segundo Goldenstein, a redução desse passivo desde o ano passado tem contribuído para a melhora da percepção de risco pelos investidores e agências de rating ? classificação de risco.O chefe do Demab lembrou que a exposição cambial chegou a bater 40% do total da dívida em setembro de 2002. Naquele período, as dúvidas com relação ao futuro do País, em meio às eleições presidenciais, fizeram com que o dólar batesse R$ 4,00, elevação que teve impacto direto no estoque da dívida cambial. "A redução da exposição cambial é indicador sempre bem-visto pelas agências de avaliação de risco", destacou o coordenador-geral de administração da dívida pública, Paulo Valle.

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