Governo produz cartilha sobre reforma da previdência

“Mudar para Preservar” é o slogan da cartilha que a Casa Civil produziu com propostas para a reforma da Previdência. O documento foi apresentado na quinta-feira ao presidente em exercício, Michel Temer, em reunião com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e agora será debatido com dirigentes de centrais sindicais. Uma das propostas prevê um regime único de Previdência para funcionários de empresas privadas e servidores públicos.

Vera Rosa / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

30 Julho 2016 | 17h16

“Se não fizermos nada na Previdência, não conseguiremos mais pagar 100% das aposentadorias na década que vai de 2020 a 2030”, disse ao Estado o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

Para o ministro, essa reforma é “impostergável” porque o rombo da Previdência está cada vez maior. Cálculos do governo indicam que o déficit já neste ano será de R$ 146 bilhões e, em 2017, de R$ 180 bilhões.

Além do regime único, visto como solução para equilibrar as contas, Temer também quer adotar a idade mínima para a aposentadoria. O presidente em exercício sabe, porém, que será muito difícil aprovar essas mudanças no Congresso, principalmente num ano de eleições municipais como este.

A proposta de regime único para a Previdência promete enfrentar ainda mais resistências do que a da idade mínima por contrariar interesses de servidores que hoje se aposentam com o teto dos benefícios.

Em entrevista ao Estado, no último dia 14, Temer contou que procurará até mesmo a oposição para conversar sobre o projeto de reforma, “que vai ser útil hoje e depois de amanhã”, e não beneficia apenas um governo.

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