André Dusek/Estadão
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Governo promete liberar mais verbas para parlamentares

Como a arrecadação de novembro surpreendeu positivamente, os números apontam para a possibilidade de uma nova liberação de recursos do Orçamento nesses últimos dias do ano

Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo

12 Dezembro 2017 | 05h00

BRASÍLIA - O governo escalou nesta segunda-feira, 11, uma tropa de choque de ministros para negociar diretamente com os deputados os votos pela aprovação da reforma da Previdência e acenou com mais recursos de emendas.

A negociação entrou agora no “varejão” com as demandas individuais sendo analisadas. De olho nas eleições de 2018, há políticos que pedem até mesmo para que seus adversários não sejam beneficiados pelos recursos, num xadrez complexo de ser administrado pelos líderes dos partidos.

Como a arrecadação de novembro surpreendeu positivamente, os números apontam para a possibilidade de uma nova liberação de recursos do Orçamento nesses últimos dias do ano. Cálculos preliminares indicam um resultado entre R$ 2 bilhões a R$ 5 bilhões acima do previsto, segundo informou um integrante da equipe econômica.

Com esse espaço, segundo outra fonte da equipe econômica, o governo avalia que é "bem possível" fazer um novo desbloqueio. A tarefa é calibrar a ampliação das despesas sem comprometer o cumprimento da meta fiscal, de R$ 159 bilhões.

++Mesmo se passar, atual reforma da Previdência não é suficiente, dizem economistas

Varejo. Na ofensiva final para tentar aprovar a reforma da Previdência, os ministros da Integração Nacional, Saúde, Cidades entraram numa negociação de “varejo” com os deputados. O presidente Michel Temer e os ministros dessas áreas se reuniram com o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, que avalia o espaço orçamentário.

Fontes do governo informaram que os parlamentares estão "colocando o voto na mesa" nesse momento de decisão para a reforma. O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Wellington Moreira Franco, avisou ontem que o governo está aberto a negociar concessões desde que “justas”. / EDUARDO LAGUNA E KARLA SPOTORNO

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