André Borges/Estadão
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Governo promete plano de emergência para 'Rodovia do Medo'

O pacote de manutenção anual deve ser firmado até meados de novembro, com custo de aproximadamente R$ 20 milhões.

André Borges, de Brasília, O Estado de S.Paulo

16 Setembro 2017 | 17h04

De volta à gaveta das rodovias públicas, a BR-153 deverá ser alvo de obras emergenciais pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), órgão do Ministério dos Transportes responsável por cuidar das estradas federais. Ao Estado, o diretor-geral do Dnit, Valter Casimiro Silveira, disse que, nos próximos dias, será assinado um “contrato emergencial” para que sejam feitas intervenções imediatas no trecho da rodovia que corta o Tocantins, onde se concentram os problemas mais graves.

“Estamos em processo de contratação para esse serviço de manutenção. Será um contrato emergencial, de R$ 3,7 milhões. As ações vão se cuidar da roçada da mata, tapa-buracos e alguma recuperação das sinalizações”, disse Casimiro. “Temos que fazer essa intervenção o mais rápido possível, porque o trecho realmente está muito crítico. Essas obras vão garantir que tenhamos um nível de trafegabilidade aceitável." 

Paralelamente aos serviços de emergência, o governo publicou um edital para contratar, por um ano, a empresa que cuidará da estrada, até que ela seja novamente concedida. Esse contrato poderá ser prorrogado, caso a nova concessão atrase. O pacote de manutenção anual deve ser firmado até meados de novembro, com custo de aproximadamente R$ 20 milhões. No traçado que corta Goiás, disse Casimiro, três contratos de conservação foram assinados nos últimos dias, com investimento total previsto de R$ 37 milhões.

No traçado da BR-153, a reportagem encontrou uma única base de fiscalização do Dnit e uma balança de pesagem de carga em situação de completo abandono. Questionado sobre o assunto, Casimiro disse que, como o trecho estava concedido, o órgão público deixou a operação de lado. A expectativa é que, agora, a fiscalização da estrada passe a ser feita com paio de posto móvel de pesagem.

“O Dnit estava fora da estrada desde a entrada da concessionária. Toda a operação de pesagem devia ser feita pela empresa. Agora que retornamos, devemos usar uma base móvel, porque a recuperação desses postos é um investimento mais caro”, comentou. A fiscalização móvel só deve chegar à região daqui a pelo menos três meses. Isso significa que, neste período, todo o trecho estará sem nenhum tipo de controle de pesagem dos caminhões.

Não bastassem os problemas operacionais da estrada que precisam de uma solução urgente, o governo ainda precisa dar fim ao passivo que teria gerado com a concessionária Galvão BR-153, ao declarar a caducidade do contrato com a Galvão Engenharia. Nos bastidores, comenta-se que a empresa vai cobrar indenizações do governo por conta de mobilizações e algumas operações de tapa-buracos que chegou a fazer, investimentos que teriam chegado a cerca de R$ 220 milhões. A empresa foi questionada sobre o assunto, mas informou que não vai se manifestar. 

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