Governo promete reativar programa de gás natural no Norte

O governo promete construir os gasodutos ligando as reservas de gás natural de Urucu, no Amazonas, a Manaus e Porto Velho. Orçados em US$ 750 milhões, os projetos estavam parados devido a resistências do antigo governo amazonense. A expectativa é que as novas tubulações entrem em operação em janeiro de 2006.Descoberto em 1986 no meio da floresta amazônica, o gás de Urucu vem sendo reinjetado nos poços produtores por falta de um canal de escoamento com os mercados consumidores mais próximos. As reservas totais da região são de 47 bilhões de metros cúbicos de gás natural.O gasoduto até Manaus terá 400 quilômetros de extensão, passando sob o leito dos rios Negro e Solimões e fornecerá 5,5 milhões de metros cúbicos diários à capital do Amazonas. A cidade vive um problema no fornecimento de energia, que é integralmente feito por térmicas que consomem óleo diesel e combustível. A chegada do gás reduziria o custo de geração e a dependência das importações dos combustíveis usados nas térmicas. Já a tubulação até Porto Velho, de 500 quilômetros, transportará 2,2 milhões de metros cúbicos por dia.

Agencia Estado,

15 de agosto de 2003 | 18h19

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