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Governo quer adotar metas para exportação

Política industrial vai incentivar tecnologia para melhorar vendas

Renata Veríssimo, O Estadao de S.Paulo

02 de outubro de 2007 | 00h00

Depois de bater recordes sucessivos de exportações, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior quer estabelecer uma meta para aumentar a participação brasileira no comércio mundial.''''Agora precisamos alçar vôos mais altos. As exportações precisam continuar crescendo. Temos de ter uma macrometa para aumentar a nossa participação no mercado mundial'''', disse ontem o secretário de Comércio Exterior, Armando Meziat, em sua última entrevista no cargo.Meziat deve assumir esta semana a Secretaria de Desenvolvimento da Produção, encarregada de executar a nova política industrial do País, que será anunciada este mês. Segundo ele, a segunda fase da política industrial estará focada em três objetivos: investimentos, inovação tecnológica e comércio exterior. ''''Temos de ter uma política que dê condições de as exportações continuarem a crescer'''', afirmou. ''''Se a indústria agrega maior valor tecnológico, melhora o perfil das exportações. Então, investir e inovar têm reflexo nas exportações'''', argumentou.O secretário disse que, ''''certamente'''', as vendas externas atingirão cerca de US$ 180 bilhões em 2008, o que representa três vezes mais que o valor exportado em 2002, último ano do governo Fernando Henrique.Em 2006, a participação das exportações brasileiras no mercado mundial foi de 1,14%, o que coloca o País em 24º lugar no ranking de maiores exportadores, liderado por Alemanha e Estados Unidos. Meziat destacou que as exportações brasileiras cresceram nos últimos cinco anos em um ritmo maior que as exportações mundiais. Em 2003, o Brasil tinha 0,96% do mercado mundial, que movimenta US$ 12 trilhões por ano.Os dados do governo mostram que a corrente comercial brasileira (soma das exportações e das importações) rompeu pela primeira vez, em nove meses, a barreira dos US$ 200 bilhões.

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