Pilar Olivares/Reuters
Pilar Olivares/Reuters

Governo quer agrupar distribuidoras da Eletrobrás

Para atrair investidores, subsidiárias devem ser privatizadas em lotes com mais de uma concessão

Reuters

04 de agosto de 2016 | 22h40

O governo estuda privatizar distribuidoras de energia da Eletrobrás em lotes que contenham mais de uma concessão, de modo a gerar ganhos de escala que tornem os ativos mais atraentes para os investidores, disse nesta quinta-feira, 4, o secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Paulo Pedrosa.

Dessa forma, o mesmo investidor ganhador de um lote poderia, por exemplo, ficar com as concessões de distribuição no Acre e em Rondônia, que são Estados vizinhos.

“Existe a possibilidade de fazermos leilões combinados, porque pode ser que essas distribuidoras, de forma agregada, tenham mais valor do que de forma isolada. (...) Pode ser que alguém pague mais caro se conseguir comprar duas ou três dessas distribuidoras do que alguém pagaria isoladamente por cada uma delas”, disse Pedrosa.

Ele explicou que não haveria uma unificação das concessões, mas um mesmo investidor poderia arrematar um lote com mais de uma empresa. Segundo ele, a ideia é fazer a venda das seis distribuidoras que a estatal controla no Norte e Nordeste a partir de setembro do ano que vem, após concluir as revisões tarifárias das companhias.

O governo e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vão, segundo Pedrosa, ajustarão as datas das revisões para que elas aconteçam até agosto do ano que vem, de modo que as privatizações possam começar logo em seguida, a partir de setembro de 2017.

Serão privatizadas até o fim de 2017 seis distribuidoras da Eletrobras: Cepisa (Piauí), Ceal (Alagoas), Eletroacre, Ceron (Rondônia), Boa Vista Energia (Roraima) e Amazonas Energia.

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