Reuters/Fred Prouser
Reuters/Fred Prouser

Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

Governo quer atrair estrangeiras para voos domésticos

Secretaria Nacional de Aviação Civil deve ter reuniões com JetBlue, Volaris e Sky Airline

Agências, Reuters

28 de outubro de 2019 | 05h00

O governo brasileiro está determinado a atrair companhias aéreas estrangeiras para operar voos domésticos no país, e terá conversas com ao menos três empresas, disse o secretário nacional de Aviação Civil, Ronei Glanzmann. “Vamos conversar com a Jet Blue, vamos conversar com a Volaris, um grupo mexicano... Vamos conversar com a Sky Airline, que é chilena”, disse Glanzmann em entrevista durante o ALTA Airline Leaders Forum, uma conferência da indústria, em Brasília.

“São conversas para introduzir o Brasil para eles. Não significam que as companhias estão dizendo que virão para cá”, acrescentou o secretário. Glanzmann disse que as reuniões com a Volaris e a JetBlue Airways devem ocorrer nesta segunda-feira.

Um representante da Sky disse que a companhia cancelou sua participação na conferência por causa dos protestos no Chile, mas não quis comentar sobre a reunião com o governo brasileiro. A Jet Blue e a Volaris não responderam de imediato a pedidos de comentários.

Recentemente, o governo começou a trabalhar por mais abertura do mercado brasileiro de aviação, que é o maior da América Latina. O presidente Jair Bolsonaro autorizou que companhias estrangeiras se instalem no segmento doméstico.

Hoje, o mercado de aviação doméstica brasileiro encontra-se concentrado em três companhias — Gol, Latam e Azul.

A reação à liberação do mercado brasileiro tem sido tímida, mas o grupo espanhol Globalia já declarou intenção de operar linhas domésticas no Brasil. Glanzmann espera que outras empresas sigam o mesmo caminho. A estratégia, segundo ele, envolve a atração das companhias estrangeiras primeiro para operar voos internacionais.

“Estamos trabalhando primeiro com rotas internacionais, mas já estamos trabalhando para que tais operações se tornem domésticas no mercado brasileiro”, disse.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.