Governo quer descontar todos os dias parados

Por enquanto, medida vale só para os dias seguintes à decisão do STF

Fabio Graner e Renata Veríssimo, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

16 de abril de 2008 | 00h00

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, confirmou ontem que o governo vai cortar o ponto dos auditores da Receita Federal que estão em greve desde 18 de março. Mas explicou que, por enquanto, o corte no salário atingirá apenas os dias subseqüentes à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou o corte, tomada na quinta-feira. "Depois que o mérito for julgado, e acredito que nós vamos vencer, vamos descontar todos os dias parados", disse Bernardo. Ontem, terminou o prazo fixado pelo Ministério do Planejamento para que os ministérios e a Advocacia Geral da União (AGU) encaminhem à Secretaria de Recursos Humanos os nomes e as matrículas dos servidores em greve. A decisão também atinge advogados da União e procuradores federais, que estão parados desde janeiro. Os auditores decidiram manter a greve por tempo indeterminado, mesmo depois da decisão do STF. A decisão foi tomada na segunda-feira, em assembléias por todo o País, e divulgada oficialmente ontem pelo Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Unafisco). Só 30% do pessoal está trabalhando, seguindo determinação legal válida para atividades consideradas essenciais. Os auditores aprovaram a data de 16 de abril como o Dia Nacional de Entrega de Cargos na Receita Federal do Brasil. Amanhã eles devem fazer atos públicos em todas as unidades da Receita pelo País. Depois que o STF derrubou a liminar que proibia o desconto dos dias parados, vários auditores entregaram os cargos de chefia, e os nomeados para substituí-los se recusaram a assumir.

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