Governo quer diálogo com oposição para aprovar CSLL e Orçamento

O governo aposta em um diálogo com aoposição para garantir a aprovação do aumento da alíquota daContribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e do Orçamentode 2008 afirmou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo,nesta quinta-feira. O ministro disse considerar "normal" as críticas feitas porlíderes da oposição contra as medidas anunciadas pelo governona quarta-feira para compensar o fim da CPMF. "O governo tem que zelar por essa estabilidade econômica eesse quadro de prosperidade, e a oposição está em seu papel defazer crítica, de brigar conosco, isso é normal", afirmou PauloBernardo a jornalistas. "Não pode é ter inversão de papéis, não pode a oposiçãoquerer governar o país, principalmente lá da praia",acrescentou, em referência a entrevistas dadas porparlamentares em férias. O líder da minoria, senador José Agripino Maia (DEM-RN),afirmou nesta quinta-feira que a oposição vai derrubar oaumento da alíquota da CSLL de 9 para 15 por cento, só para osetor financeiro, implantado por Medida Provisória. Paulo Bernardo afirmou que, até que o orçamento de 2008seja reequilibrado, o governo suspenderá os reajustes salariaisdo funcionalismo e também a promoção de concursos públicosainda não autorizados oficialmente. Os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento(PAC) e os reajustes do salário mínimo e do Bolsa Família, noentanto, serão preservados, reiterou. Até que o orçamento do próximo ano seja aprovado, noentanto, o governo só poderá pagar a execução de investimentosque tenham sido aprovados em anos anteriores (os chamadosrestos a pagar e alguns projetos aprovados pelo Congresso noúltimo quadrimestre de 2007). Investimentos ainda não aprovados ficam suspensos e osgastos de custeio ficam limitados a um doze avos do previsto noprojeto orçamentário. No ano passado, o governo empenhou 35,6 bilhões de reais deum total de 39,2 bilhões previstos em investimentos noorçamento. Do total empenhado, 10,5 bilhões de reais foramefetivamente pagos. Somados aos gastos com obras aprovadas emanos anteriores, os pagamentos totais com investimentos somaram20,7 bilhões de reais no ano. Os dados foram divulgados pelo ministro Paulo Bernardo. O projeto orçamentário de 2008 encaminhado pelo governo aoCongresso prevê 30,2 bilhões de reais em investimentos, 18bilhões de reais dos quais são recursos do PAC. (Reportagem de Isabel Versiani; Edição de Mair Pena Neto)

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