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Governo quer engavetar projeto de reajuste de aposentadoria

Ministro, relator do Orçamento e presidente do Senado se reuniram nesta terça para discutir a proposta

Isabel Sobral, da Agência Estado,

18 de novembro de 2008 | 17h44

O governo vai apostar na estratégia de ganhar tempo para engavetar a proposta que reajusta o valor das aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) vinculando os benefícios ao número de salários mínimos. O projeto, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), e que foi aprovado em caráter terminativo na Comissão de Assuntos Sociais do Senado na semana passada, foi discutido nesta terça-feira, 18, em reunião de duas horas entre o ministro da Previdência Social, José Pimentel, o relator do Orçamento de 2009, senador Delcídio Amaral (PT-MS), e o presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho. Não houve decisão nesta tarde e outra reunião foi agendada para quarta-feira da próxima semana (26) na Comissão de Orçamento.   Veja também: Governo vetará atualização de aposentadorias, diz Bernardo   "O único acordo firmado hoje é que o projeto não cabe no orçamento", afirmou o ministro, lembrando que os cálculos dos técnicos do Ministério afirmam que a proposta custaria por ano R$ 76,6 bilhões aos cofres da previdência. Somente em um mês, o impacto do projeto é de R$ 5,8 bilhões.   O senador Paim deixou a reunião afirmando que, até o momento, não há recurso para que o seu projeto seja votado em plenário no Senado. "Mas, se aparecer algum (recurso), não há problema, vamos debater em plenário", afirmou o senador. Como tem caráter terminativo, se não for apresentado recurso, o projeto seguirá agora para votação na Câmara dos Deputados.   Na Câmara, já há outros dois projetos de autoria de Paim que também impactam as contas da Previdência: um extingue o fator previdenciário e outro repassa a todos os benefícios a mesma política de reajuste real dada ao salário mínimo.

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