Governo quer incentivar empresas aéreas pequenas, diz Marta

Segundo ministra do Turismo, questão é prioridade para presidente Lula

Agencia Estado

21 de junho de 2007 | 12h46

O governo pretende estimular o crescimento de pequenas e médias empresas aéreas regionais para aumentar a capilaridade dos vôos no País. Segundo a ministra do Turismo, Marta Suplicy, o governo deve receber em poucos dias um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) que mostra quais linhas regionais devem ser estimuladas para ajudar a diminuir os problemas que o setor aéreo enfrenta hoje."O presidente (Lula) tem isso como prioridade", disse a ministra, em entrevista coletiva à imprensa concedida após o lançamento do Prêmio Top de Turismo na Associação de Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB), em São Paulo.De acordo com a ministra, uma linha de crédito no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deve ser criada para atender e incentivar os investimentos das empresas aéreas regionais. "O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, tem o maior interesse, porque também tem recebido estudos nessa direção", informou Marta.O objetivo da linha de crédito seria, conforme destacou a ministra, financiar a compra das aeronaves de menor porte, utilizadas por essas empresas aéreas regionais, e também de aviões usados. "As linhas aéreas regionais muitas vezes não utilizam aviões novos. Portanto, elas podem comprar aviões usados", disse, ressaltando que a idéia poderia contribuir para diminuir os problemas do setor, já que as encomendas de aeronaves novas tem tido prazos de entrega de pelo menos dois anos."Os aviões que a Gol comprou, e vão solucionar parte dos problemas dos nossos aeroportos, devem chegar apenas no segundo semestre. Aí, sim, teremos um alívio na questão aérea", acrescentou Marta.A ministra admitiu que é preciso criar mecanismos para defender as empresas aéreas regionais, que sofrem com a concorrência muitas vezes desleal das grandes companhias aéreas. "Sabemos que as regionais precisam criar musculatura e temos que pensar em como ajudá-las e evitar o que tem acontecido no Brasil nos últimos anos, que tem sido muito desastroso", disse.Marta citou que é comum observar grandes companhias entrando em mercados disputados apenas pelas pequenas com objetivo de quebrá-las e, em seguida, abandonar a rota. "É um problema complexo, mas estou começando a entender do assunto e a ver o que o ministério pode fazer para articular soluções. Estamos estudando como fazer para proteger as pequenas", frisou a ministra.

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