Governo quer internacionalizar Banco do Brasil

Presente no exterior desde 1941, o Banco do Brasil acelerou seus planos internacionais nos últimos meses. América do Sul e Estados Unidos são os mercados prioritários da estratégia desenhada pelo governo para que a instituição deixe de ter escritórios ou agências únicas e passe a atuar como banco de varejo nesses mercados. A ideia é transformar o Banco do Brasil em multinacional nos principais parceiros econômicos do País. Oficialmente, o banco admite que mantém conversas com instituições para ampliar sua presença internacional.

AE, Agencia Estado

15 de dezembro de 2009 | 08h17

"O Banco do Brasil está analisando diversas oportunidades de negócios no âmbito de sua estratégia de internacionalização. O Banco do Brasil mantém contato com diversas instituições financeiras de diversos países. Mas, em respeito às instituições e às negociações, o Banco do Brasil mantém o tema em sigilo", informa a assessoria de imprensa do banco, que, dessa forma, não confirma a negociação com o argentino Banco Patagônia.

O plano de levar o Banco do Brasil a outros países foi explicitado em julho, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou da diretoria que o banco se transforme numa "multinacional financeira". Em reunião, Lula sugeriu que o banco deveria ter presença expressiva nos principais parceiros do Brasil e citou nominalmente a América Latina, China e África. Curiosamente, foi no mesmo mês de julho que executivos brasileiros passaram a ser vistos com frequência em Buenos Aires, na sede do Banco Patagônia. Oficialmente, o interesse do Banco do Brasil é investir fortemente em mercados da América do Sul, especialmente Argentina, Chile e Paraguai, e nos Estados Unidos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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