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Governo quer investigação sobre cancelamento de vôos

Além disso, determina mais fiscalização e retira poder da Anac para conceder linhas éreas

Tânia Monteiro, da Agência Estado,

20 de novembro de 2007 | 18h33

O governou determinou nesta terça-feira, 20, que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) faça uma revisão de todas as linhas aéreas das empresas para descobrir o motivo pelos quais há um alto índice de cancelamento de vôos. A orientação foi dada pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, que recomendou ainda um aumento da fiscalização sobre as companhias. Contudo, para as novas concessões de linhas aéreas, a Anac deve perder o seu poder. Jobim disse que esta função passará para o Ministério da Defesa. "Hoje, o governo oferece as linhas aéreas e elas são autorizadas pelo órgão correspondente. Nós vamos retirar da Anac qualquer possibilidade de ela ser o órgão concedente. E o órgão concedente tem que ser o governo", afirmou. Segundo ele, a fiscalização por parte da Anac deverá abranger, inclusive, a Infraero, que hoje não é atingida por força de legislação. Mas não está confirmado ainda que esta fiscalização vá abranger o controle do tráfego aéreo. "Temos de verificar a situação toda e fazer um levantamento global de toda a situação em relação co Controle de tráfego aéreo", afirmou. O ministro da Defesa se mostrou otimista em relação ao final do ano lembrando que a situação dos aeroportos nos últimos feriados já melhorou. Para o ele, não houve fuga de passageiro nos aeroportos. "Não creio que os passageiros tenham fugido. Não tenho esta notícia. A notícia que tenho é que neste feriado as coisas correram bem, não obstante a chuva. O nosso problema agora é a tranqüilidade em relação à regularidade e a pontualidade. Por isso, estamos levantando a questão dos cancelamentos de vôo". Desmilitarização Jobim afirmou ainda que não está discutindo a desmilitarização do controle do tráfego aéreo. Ele também disse que não deu incumbência para discutir o assunto à economista Solange Vieira, que ocupa atualmente a Secretaria de Aviação Civil e deverá ser indicada para a direção geral da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). De acordo com o ministro, Solange Paiva poderá receber os controladores para conversar. Jobim avisou, no entanto, que não pretende incentivar o debate sobre desmilitarização agora. O ministro informou que a Infraero e Anac estão fechando as discussões sobre a malha aérea brasileira que entra em vigor em 1º de dezembro. Segundo ele, esta nova malha aérea é apenas um "ajustamento" para o período de alta que se repete todos os anos. "Não é uma mudança da malha porque ela estivesse mal desenhada. É um ajustamento desta malha porque os picos deste período são distintos dos picos de outros períodos já que é um período de férias e a demanda é por praias", declarou. "Esperamos que neste final de ano as coisas fluam com normalidade", disse. O ministro disse ainda que desconhece estudos do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) que consideram inviável a construção da terceira pista para pousos e descolagens no aeroporto internacional de Guarulhos.  Informou, no entanto, que vai pedir ao ITA um parecer sobre o assunto. Jobim lembrou que existe um grupo de trabalho para escolher um local onde a pista será construída e que caberá ao presidente Lula bater o martelo sobre assunto.

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