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Governo quer leiloar usinas no Parnaíba e no S.Francisco

O ministro interino de Minas e Energia, Nelson Hubner, revelou que o Ministério de Minas e Energia (MME) trabalha para tornar disponível novos projetos hidrelétricos para o leilão de energia nova que contratará a demanda das distribuidoras para 2013, a ser realizado em 2008. "Estamos discutindo com o Ibama e com os órgãos ambientais estaduais a obtenção de licença para projetos no rio Parnaíba, no rio São Francisco e no Estado do Paraná", comentou o representante do governo após a realização do quinto leilão de energia nova, que contratou 110% da demanda declarada pelas distribuidoras para o ano de 2012. A data dos próximos leilões de energia nova não está marcada, mas a expectativa do governo é realizar as licitações no primeiro semestre de 2008.A ausência de novos projetos hidrelétricos foi a grande lacuna da licitação realizada hoje. A primeira etapa do leilão, que tinha como objetivo licitar as novas usinas, teve que ser cancelada, com o leilão tendo início a partir da segunda fase. Hubner admitiu o problema e reconheceu que essa questão só será equacionada quando o País possuir uma cesta de empreendimentos, tarefa que a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) pretende viabilizar com o desenvolvimento de uma série de estudos de inventário e viabilidade de hidrelétricas pelo País.Enquanto o processo ainda está em andamento e não é concluído, o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, considerou positivo para o Brasil a boa participação das térmicas a carvão. A fonte foi responsável por comercializar 930 MW médios, de um total de 2,312 mil MW médios negociados na licitação. "Pelo baixo custo de operação, as térmicas a carvão são propícias para operar na base do sistema. Nesse sentido, a fonte é uma alternativa interessante às hidrelétricas", justificou o executivo.Sobre possíveis críticas ambientais pelo fato de o carvão ser considerado uma das fontes de energia mais poluidoras, Tolmasquim afirmou que os projetos negociados no leilão, Termomaranhão e Pecém (CE), adotam tecnologia de última geração. "Os poluentes de impacto local, como enxofre e pulverizados, serão totalmente controlados. O que ainda não tem solução é a emissão de gás carbônico (CO2), mas é preciso lembrar que esse é um impacto global", explicou o presidente da EPE.

WELLINGTON BAHNEMANN, Agencia Estado

16 de outubro de 2007 | 18h12

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