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Governo quer ?luz? para OMC e negocia agricultura para Alca

O governo espera que na semana que vem surja "alguma luz" que sinalize avanços em relação à Organização Mundial do Comércio (OMC) ao mesmo tempo em que serão definidas as linhas básicas para a agricultura nas negociações para a Área de Livre Comércio das Américas (Alca). A afirmação é do ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, que estará reunido na terça-feira, com o representante de Comércio dos Estados Unidos, Robert Zoellick. Segundo Rodrigues, comenta-se que o discurso de Zoellick e do próprio governo americano é que a questão das políticas de apoio interno à agricultura na Alca não será discutida antes de a OMC tomar posição sobre esse assunto. "Então, por que nós vamos discutir a Alca?", questionou o ministro. "Não vamos discutir Alca sem agricultura. Essa não é a minha posição, mas do governo brasileiro", afirmou. "Ou tudo ou nada", completou. Ele lembrou que o Brasil também não aceitará a discussão sobre agricultura sem tocar na questão das políticas de apoio interno. "Sem discutir isso (políticas de apoio interno) não discutiremos o assunto (agricultura) na inteireza que queremos", afirmou. Rodrigues esteve ontem na Câmara dos Deputados para participar da reunião do Núcleo Agrário do PT, e apresentar as metas de sua pasta para o ano e as perspectivas do agronegócio no atual governo. Reunião na próxima semanaSegunda-feira, o governo brasileiro fechará uma posição única para as discussões com Zoellick. "A idéia é ter uma reunião prévia, no Palácio do Planalto, para fechar uma posição monolítica do governo", afirmou o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues. O encontro de segunda-feira será entre os ministros que se reunirão com Zoellick e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.A cobrança de royalties à multinacional Monsanto por produtores brasileiros que plantaram sementes de soja Roundup Ready não está na pauta de reuniões entre o governo brasileiro e Zoellick. A hipótese da cobrança de royalties entraria na pauta das discussões foi levantada pelo principal negociador de agricultura do USTR, Allen F.Johnson, na terça-feira, em audiência pública a uma subcomissão do Senado americano. Johnson disse que Zoellick pedirá às autoridades brasileiras uma "justificação científica e avaliação de risco por trás dessas recentes decisões, as razões da súbita reversão da política brasileira e como o Brasil pode justificar tais ações à luz de suas obrigações perante a Organização Mundial de Comércio". Nessa audiência pública, representantes da Monsanto e da Associação Americana dos Produtores de Soja renovaram seu apelo às autoridades brasileiras para que os agricultores do País parem de usar essas sementes ou paguem os royalties relativos a seu uso.

Agencia Estado,

22 de maio de 2003 | 16h27

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