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Governo quer novo empréstimo para socorrer o setor

A manobra de reter despesas com o setor elétrico ocorre ao mesmo tempo em que o governo negocia um empréstimo adicional para cobrir o rombo no caixa das distribuidoras de energia. Em março, o governo anunciou um empréstimo de R$ 11,2 bilhões, com bancos públicos e privados, para as distribuidoras. Os recursos acabaram e, agora, o governo negocia uma nova operação no valor de R$ 6,5 bilhões - R$ 3 bilhões devem sair do BNDES.

Anne Warth, João Villaverde, O Estado de S.Paulo

22 de julho de 2014 | 02h01

A ideia de ir atrás de uma solução com bancos partiu do Ministério da Fazenda, que vem buscando uma saída para a difícil situação fiscal que o governo atravessa desde 2012, e que custou o rebaixamento da nota de crédito brasileira, pela Standard & Poor's (S&P). Com o empréstimo, o Tesouro se livra de desembolsar mais do que os R$ 9 bilhões previstos para este fim no Orçamento de 2014.

Mesmo sem arcar com parte dos custos do setor elétrico no primeiro semestre de 2014, o governo federal registrou um resultado fiscal muito fraco entre janeiro e maio, o último dado disponível - R$ 31,4 bilhões. Foi o menor resultado para o período desde 2002. Em 2014, o Ministério da Fazenda se comprometeu a entregar um superávit primário de R$ 99 bilhões, ou 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB). Faltam R$ 67,6 bilhões. Com o fraco ritmo da atividade econômica, o mercado financeiro coloca em xeque o cumprimento dessa meta.

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