Governo quer priorizar baixa renda na política habitacional

O secretário nacional da Habitação, Jorge Hereda, informou que a política habitacional está sendo revista para priorizar as famílias com faixa de renda entre zero e cinco salários mínimos. Segundo ele, 92% do déficit habitacional concentra-se em pessoas com renda até cinco salários. No caso das famílias com até três salários mínimos, existe um déficit habitacional de 83%. Ele afirma que deverá haver uma cooperação entre os governos federal, estadual e municipal para ampliar o crédito imobiliário e com a participação também das cooperativas. Dos recursos de R$ 5,3 bilhões para habitação este ano, R$ 3,5 bilhões devem vir do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Ele diz que há uma dificuldade de se ampliar os recursos dado o "ambiente macroeconômico que este governo herdou", mas observou que o programa plurianual procura ampliar o crédito para a baixa renda. No caso de cartas de crédito, que devem envolver este ano R$ 2 bilhões, a tentativa é equilibrar os financiamentos de imóveis novos e usados. Haverá também a tentativa de estimular os agentes privados a direcionarem recursos das cadernetas para habitação. Segundo ele, os financiamentos dos bancos ainda estão concentrados para famílias com mais de doze salários mínimos de renda. Hereda participou hoje da assinatura de treze contratos do PAR (Programa de Arrendamento Residencial) entre a caixa Econômica Federal, a prefeitura do município de São Paulo e a Companhia Metropolitana da Habitação (Cohab), envolvendo R$ 26,4 milhões para a construção de 840 unidades habitacionais. Hereda afirmou que os contratos fazem parte de um programa de cinco mil moradias e existe expectativa de, em breve, anunciar novo projeto para mais cinco mil unidades. O programa PAR deve envolver recursos de R$ 1,1 bilhão até o final de 2003.

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