Governo quer que municípios tenham acesso a financiamentos

O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, afirmou hoje que o governo está analisando as formas legais para que os consórcios municipais tenham acesso a financiamentos, além de suas capacidades de endividamento. Durante a inauguração do posto avançado do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na manhã de hoje em Santo André, na região do Grande ABC, Dirceu disse que o governo federal não é só a política monetária do Banco Central: "Estamos preocupados, principalmente, com a retomada do crescimento econômico." Durante pronunciamento, José Dirceu informou que o governo vai reunir seus bancos de fomento, entre os quais o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o BNDES, para encontrar saídas que possibilitem a retomada de empréstimos. "Dentro das limitações, vamos priorizar os recursos desses agentes para a retomada de crescimento. Não queremos ser uma bolha, mas sim um crescimento sustentado", reiterou.O ministro falou que a retomada dos investimentos na região do Grande ABC é uma decisão política de governo. Ele comentou as dificuldades que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta neste momento, que classificou de período de transição. "O governo anterior nos deixou uma herança de R$ 10,5 bilhões de restos a pagar", destacou o ministro. Por conta disso, ele reiterou que o governo Lula está trabalhando duramente para colocar a casa em ordem. Uma das questões que o governo dará prioridade, segundo o ministro, é sobre o limite do endividamento dos municípios. "Já solicitei a minha equipe que trabalhe essa questão dos municípios para encontrar uma saída institucional para os consórcios." Dirceu disse ainda que não é fácil conseguir recursos, mas que para os bons projetos eles sempre existirão. Depois do evento, ele teve uma reunião com o prefeito, vice-prefeito e outros políticos da região do Grande ABC. A inauguração contou também com as presenças do presidente do BNDES, Carlos Lessa, e do presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Marinho.Superávit primárioDirceu negou que o governo cogite aumentar a meta de superávit primário, conforme a notícia divulgada hoje. "O ministro Palocci (Antonio Palocci, ministro da Fazenda) me garantiu que o superávit fiscal dos próximos anos é o que foi enviado para o Congresso Nacional, é o da LDO", disse Dirceu.Ao ser questionado sobre este fato, Dirceu argumentou: "O que vale mais, o que um jornal noticiou ou a garantia que o ministro Palocci me deu?" O ministro da Casa Civil, disse também que obteve de Palocci a garantia de que a reforma tributária não vai implicar em aumento de juros. E garantiu que o governo Lula tem o compromisso de não aumentar os impostos.

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