Governo reafirma que mantém 6,14% para aposentados

O ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse hoje que o governo federal vai continuar defendendo o reajuste de 6,14% para os aposentados que recebem acima de um salário mínimo. "O governo reafirma que mantém os 6,14%", afirmou Padilha, que participou no final da manhã de reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com ministros da área econômica para discutir essa questão.

EDNA SIMÃO, Agencia Estado

23 de abril de 2010 | 13h42

Padilha disse que não foi discutido no encontro a possibilidade de o presidente vetar um reajuste acima de 6,14%. Mas lembrou que, em 2006, quando também era período eleitoral, o presidente vetou uma proposta dos parlamentares que previa um reajuste superior ao que o governo poderia comportar.

Nas últimas semanas, o governo federal tinha aberto a possibilidade de reajuste em até 7% dos benefícios previdenciários. Porém, os deputados e senadores querem agora um porcentual maior, de 7,71%.

Segundo Padilha, como não há um acordo com relação ao reajuste, o governo federal decidiu manter o aumento de 6,14%, que está sendo concedido desde janeiro por força de medida provisória. O ministro afirmou ainda que a decisão do governo será levada aos líderes da Câmara e do Senado. Sobre a proposta do líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP) de conceder reajuste escalonado até 7,71%, Padilha destacou que os ministérios da Fazenda e da Previdência informaram que a medida só abriria espaço para ações judiciais.

Ele ressaltou ainda que conta com a sensibilidade do Congresso para aprovação da proposta, que é o que o governo pode comportar em suas contas. "O presidente está convencido de que este governo fez e está fazendo muito pelos aposentados", frisou. Ele repetiu ainda que o Brasil é o único País do mundo onde os aposentados tiveram um reajuste real de seus benefícios neste ano.

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