Governo rebate pesquisas recentes sobre competitividade do País

O Ministério da Fazenda rebateu as pesquisas recentes publicadas pelo Fórum Econômico Mundial (WEF) e pela A.T. Kearney , que trouxeram dados desfavoráveis para investimentos estrangeiros no Brasil. O secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, apresentou um estudo que destaca que os dados apresentados pelo WEF e A.T. Kearney sobre a economia brasileira mostraram uma situação que já não é mais realidade e que o País deveria estar melhor avaliado. Pela avaliação do WEF e A.T. Kearney, o Brasil teria se tornado menos competitivo e atrativo para investimentos estrangeiros (veja mais informações no link abaixo).No estudo, o Tesouro avalia que a queda do Brasil no ranking de competitividade do WEF ocorreu essencialmente porque a pesquisa utilizou indicadores ruins da economia observados em 2002 e 2003, quando houve uma redução em investimentos estrangeiros na esteira das crises de crédito em alguns países emergentes, queda no mercado acionário dos Estados Unidos e choques de administração de empresas de economias desenvolvidas, que elevaram a aversão ao risco."A queda reflete, portanto, com atraso, o choque externo que o Brasil sofreu em 2002, cujos efeitos têm sido mais que compensados desde então", diz o estudo, que fez uma alinhamento dos dados da pesquisa da WEF com indicadores atuais de variáveis macroeconômicas. Com este ajuste, a classificação geral do Brasil no ranking passaria da 54º para 45º posição. "Não haveria queda do ranking em comparação ao relatório de 2003", disse o secretário. O secretário também ressaltou que a pesquisa mostrou uma melhor posição do Brasil quando é avaliada a opinião dos investidores. Segundo ele, os investidores se municiam de outras informações e dados mais atualizados e sofisticados para tomarem a decisão de investir. Sobre a pesquisa da A.T. Kearney, o estudo do Tesouro afirma que o declínio no ranking de confiança pode ser em grande parte explicado pela melhora na classificação dos países desenvolvidos, incluindo França, Austrália, Holanda e Japão. Para o secretário, essa melhora dos países desenvolvidos se deve ao maior peso de assuntos ligados à questão de segurança.DivulgaçãoO estudo já foi enviado, ontem, a uma lista de endereços eletrônicos que o Ministério da Fazenda tem de representantes de investidores no Brasil e no exterior. Segundo Levy, a iniciativa teve como objetivo fazer uma análise "exaustiva e aprofundada" das duas pesquisas para ampliar o conhecimento sobre o resultado das duas pesquisas.

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